Internacionalização e impacto da produção científica da USP: tendências positivas no horizonte

Levantamento realizado na Plataforma SciVal (Elsevier) revela tendência geral de melhora nos principais indicadores relacionados à produção científica da Universidade de São Paulo. 

A plataforma SciVal disponibiliza um portfólio de ferramentas de análise de indicadores de produção científica desenvolvida pela Elsevier, que tem como fonte de dados o Scopus e o Science Direct. Dessa forma, permite realizar análises bibliométricas da produção científica de uma determinada instituição, país, região, autor ou grupos de autores, ou ainda em revistas, desde que o material esteja indexado na base de dados Scopus. Encontra-se disponível a todos os pesquisadores da USP. Basta registrar-se para utilizar.

O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 20 de junho de 2018 [Data set] na plataforma SciVal, com dados da base Scopus atualizados até o dia 1º de junho de 2018 e é um retrato desse momento da produção científica indexada de 58.515 autores afiliados à Universidade de São Paulo – USP no período de 2013 a junho de 2018 e totaliza 74.065 publicações [1], número que reflete o total acumulado de itens publicados no período. Em 2013 a produção científica registrada chegou a 12.762 publicações e em 2017 esse total chegou a 14.193 publicações, contabilizando um crescimento de 11% no período, conforme detalhes exibidos a seguir (Figura 1). 

Figura 1 – Evolução da produção científica da USP indexada Scopus (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Esse total explicita o volume, a produtividade dos autores USP, pois mensura quantas documentos foram publicados no período e indexados na Base de Dados Scopus. Em relação ao impacto, observa-se que no período foram contabilizadas 400.563 citações que representam cerca de 5,4 citações por publicação no cômputo geral e Índice H de 131, de acordo com a Figura 2, a seguir.

Figura 2 – Performance geral da USP (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

A distribuição das publicações geradas por área de conhecimento das revistas indexadas também teve uma boa evolução. Utilizando a classificação Field of Science and Technology (FOS) do Manual Frascati da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), temos a seguinte distribuição

(1) Ciências da Agricultura (Agricultural Sciences), que compreende agricultura, silvicultura e pesca, ciência animal e leiteira, ciência veterinária e outras ciências agrárias foi responsável por 10% do total de publicações no período.

(2) Engenharia e Tecnologias (Engineering and Technologies), que compreende engenharia de materiais, engenharia química, engenharia mecânica, engenharia elétrica, engenharia eletrônica, engenharia de informação, engenharia médica, engenharia ambiental, engenharia civil, outras engenharias e tecnologias foi responsável por 11,2% das publicações.

(3) Humanidades (Humanities), que compreende história e arqueologia, idiomas e literatura, filosofia, ética e religião, arte (artes, história das artes, artes cênicas, música), e outras humanidades contabilizou apenas 1%.

(4) Ciências Médicas (Medical Sciences), que compreende medicina clínica, pesquisa médica básica, ciências da saúde, biotecnologia da saúde e outras ciências médicas respondeu por 32,7%.

(5) Ciências Naturais (Natural Sciences), que compreende ciências biológicas, ciências ambientais e da terra, ciências físicas e astronomia, ciências químicas, computação e ciências da informação, matemática e outras ciências naturais foi a área com maior percentual de publicações: 39,1%.

(6) Ciências Sociais (Social Sciences), que compreende psicologia, economia e negócios, sociologia, ciências educacionais, geografia social e econômica, mídia e comunicação, ciência política, direito, e outras ciências sociais respondeu por 6% das publicações geradas e indexadas na base Scopus no período. 

Em termos globais, no período de 2013 a 2018, os pesquisadores da USP colaboraram com pesquisadores de 4.213 instituições no mundo, a maior parte da Europa, e há ainda 4.868 instituições com potencial de colaboração (Figura 3).

Figura 3 – Instituições que colaboram com a USP (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

No cômputo geral (Overall), ao longo do período de 2013 a 2018, o percentual de publicações resultantes de colaborações internacionais registra a marca de 35,1%, conforme exibe a Figura 4 abaixo, e evidencia maior número de citações e impacto para essas publicações.

Figura 4 – Percentuais de Colaborações USP (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier)

Com relação ao indicador de impacto ponderado por campo de conhecimento (Field-Weighted Citation Impact – FWCI) observa-se que o índice na USP está um pouco acima da marca geral 1 (Referência Global), refletindo uma tendência de aumento do impacto das publicações geradas por pesquisadores da USP nos últimos cinco anos, conforme demonstrado no Gráfico abaixo (Figura 5), em comparação com o FWCI do Brasil.

Figura 5 – Evolução do Field-Weighted Citation Impact USP (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

A evolução do percentual de internacionalização de cada área apresenta pequenas diferenças de evolução no período, com destaque para a área de Ciências da Agricultura que, neste momento, registra o maior percentual de internacionalização em comparação às demais áreas, tendo registrado 42,5% do total de publicações produzidas em 2018 em colaboração com autores de outros países. Por outro lado, nesse momento, a área de Engenharias e Tecnologias exibe queda sutil no percentual, conforme apresentado no Gráfico a seguir (Figura 6). 

Figura 6 – Evolução do percentual de internacionalização da produção USP por área de conhecimento (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Examinando o desempenho ano a ano, observa-se que o percentual de internacionalização de publicações da USP geradas em co-autoria internacional cresceu de 29,5% em 2013 para 41,3% em 2018 na USP, confirmando tendência de crescimento para os anos que virão, como apresentado no Gráfico abaixo (Figura 7). 

Figura 7 – Evolução do percentual de colaboração internacional (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Com relação à publicação de artigos nas revistas mais prestigiosas, observa-se também uma tendência de crescimento no percentual de artigos publicados nas 10% revistas top, como observamos na Figura 8 abaixo. O Brasil acompanha essa tendência, influenciada pelas publicações em torno da epidemia de Zika nos anos de 2016-2017. A confirmação do aparente quadro ascendente virá somente no início de 2019, quando serão contabilizadas as publicações de 2018. 

Figura 8 – Evolução do percentual de artigos USP nas Revistas Top 10% (2013-2017). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

A Figura 9 apresenta uma lista das 20 principais instituições do exterior com as quais a USP colaborou de 2013 a junho de 2018, o número de documentos gerados e o FWCI obtido a partir de cada colaboração. As instituições de fora do Brasil com as quais a USP mais colaborou no período formam a Harvard University, CNRS, ComUE Paris-Saclay, University of Toronto, para citar algumas, demonstrando que o FWCI de trabalhos produzidos em co-autoria internacional sempre é maior. 

Figura 9 – Top 20 instituições que colaboraram com a USP (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

A USP pode se beneficiar muito ao colaborar com certas instituições de outros países, principalmente com relação ao indicador Field-Weighted Citation Impact (FWCI). A Figura 10 apresenta um comparativo entre co-autorias da USP com as quatro principais instituições com as quais os autores USP colaboraram no período e os ganhos potenciais de impacto, tanto de citação quanto de visualização. É verdade que uma parte dessa produção refere-se à participação de autores USP nos grandes grupos internacionais de pesquisa, que resulta nos chamados kilo-author [2] papers ou artigos com hiper-autor. Apesar do kilo-author referir-se a artigos com 1.000 ou mais autores, aqui adotou-se como critério de corte os artigos com mais de 50 autores, uma régua extremamente rigorosa, a fim de destacar o conhecimento consolidado na instituição. Ainda assim, infere-se que há muitas vantagens nessas parcerias. 

Figura 10 – Field-Weighted Citation / View Impact – Top 4 instituições que colaboraram com a USP (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

A seguir, são detalhadas as informações de co-autoria com a USP relativas a cada uma dessas quatro instituições: (1) CNRS, (2) Harvard University, (3) ComUE Paris-Saclay e (4) University of Toronto.

(1) CNRS – Centre national de la recherche scientifique Criado em 1939, é o maior órgão público de pesquisa científica da França e uma das mais importantes instituições de pesquisa do mundo. Suas atividades cobrem praticamente todas as áreas do conhecimento – matemática, psicologia, química, energia nuclear, engenharia científica, comunicação e informação tecnológica e científica, saúde, ciências sociais e humanas, entre outras.- em 1.100 unidades de pesquisa e serviços certificados [3,4]. 

De 2013 a 2017, a colaboração entre USP e CNRS resultou em 1.757 publicações, que envolveram 1.318 autores da USP, registrando um aumento de mais de 35% na produção no período. Essas publicações alcançaram 35.352 citações, cobrindo áreas de conhecimento como Ciências Naturais (72,7%), Engenharias e Tecnologias (15,6%), Ciências Médicas (6,9%), para citar algumas áreas. O Gráfico abaixo ilustra as principais áreas de colaboração (Figura 11). 

Figura 11 – Publicações produzidas em co-autoria USP e CNRS (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Juntas, USP e CNRS alcançaram a marca de 3.23 de FWCI, três vezes acima do que seria esperado individualmente (USP registra FWCI = 1.06 e CNRS tem FWCI = 1.45), demonstrando que o trabalho conjunto é benéfico para ambas as instituições. O impacto ponderado de visualizações por campo de conhecimento (Field-Weighted Views Impact – FWVI) também aumentou: foi cerca de cinco vezes maior (7.25) quando ambas colaboraram (individualmente, a USP registra FWVI=1.38 e CNRS tem FWVI=1.26), de acordo com a Figura 12 abaixo. É preciso ressaltar que, do total de 1.757 artigos publicados em conjunto, 927 (53%) correspondem a artigos com 100 ou mais autores, o que nos deixa 830 (47%) artigos com até 50 autores, que representa uma porção significativa de pesquisa consolidada na própria instituição. 

Figura 12 – Quadro da produção científica em colaboração USP – CNRS (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

(2) Harvard University – Fundada em 1836, é uma universidade privada de pesquisa localizada em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, com 22 mil alunos, e cuja história, influência e riqueza tornam-na uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Reúne cerca de 22.700 estudantes e 4.500 docentes. Ocupa a 3ª posição no QS World University Ranking [5,6].

De 2013 a 2017, a colaboração entre USP e Harvard resultou em 1.691 publicações, que envolveram 1.637 autores da USP, registrando um aumento de mais de 62,1% na produção no período. Essas publicações alcançaram 56.177 citações, cobrindo áreas de conhecimento como Ciências Naturais (44,8%), Ciências Médicas (39,8%), Engenharias e Tecnologias (10,3%), para citar algumas áreas. O Gráfico abaixo ilustra as principais áreas de colaboração (Figura 13). 

Figura 13 – Publicações produzidas em co-autoria USP e Harvard Univ. (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Juntas, USP e Harvard alcançaram a marca de 6.63 de FWCI, seis vezes acima do que seria esperado individualmente (USP registra FWCI = 1.06 e Harvard tem FWCI = 2.32), demonstrando que o trabalho conjunto é benéfico para ambas as instituições. O impacto ponderado de visualizações por campo de conhecimento (Field-Weighted Views Impact – FWVI) também aumentou: foi quase seis vezes maior (8.09) quando ambas colaboram (individualmente, a USP registra FWVI=1.38 e Harvard tem FWVI=1.44), conforme Figura 14, a seguir. É preciso ressaltar que, do total de 1.691 artigos publicados em conjunto, apenas 685 (40%) correspondem a artigos com 100 ou mais autores, o que nos deixa 1.006 (60%) artigos com até 50 autores, o que representa uma porção bastante significativa de pesquisa consolidada na própria instituição. 

Figura 14 – Quadro da produção científica em colaboração USP – Harvard Univ. (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

(3) ComUE Paris-Saclay – Consolidada em 2014, é um centro universitário de educação e pesquisa público localizado em Paris, França, considerado um dos líderes mundiais em ciência, engenharia e tecnologia, bem como outros campos de conhecimento como administração, economia, linguística, ciência política e filosofia. Dedica-se a uma pesquisa global integrada de alto nível, promovendo a excelência científica e o surgimento de novas áreas de pesquisa. Reúne cerca de 65.000 estudantes. [7,8].

De 2013 a 2017, a colaboração entre USP e a ComUE Paris-Saclay resultou em 1.149 publicações, que envolveram 639 autores da USP, registrando um aumento de mais de 20% na produção no período. Essas publicações alcançaram 28.569 citações, cobrindo áreas de conhecimento como Ciências Naturais (74,6%), Engenharias e Tecnologias (14,7%), Ciências Médicas (8%), para citar algumas áreas. O Gráfico abaixo ilustra as principais áreas de colaboração (Figura 15). 

Figura 15 – Publicações produzidas em co-autoria USP e ComUE Paris-Saclay (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Juntas, USP e ComUE Paris-Saclay alcançaram a marca de 3.98 de FWCI, cerca de três vezes acima do que seria esperado individualmente (USP registra FWCI = 1.06 e ComUE Paris-Saclay tem FWCI = 1.61), demonstrando que o trabalho conjunto é benéfico para ambas as instituições. O impacto ponderado de visualizações por campo de conhecimento (Field-Weighted Views Impact – FWVI) também aumentou: foi sete vezes maior quando ambas colaboram (USP registra FWVI=1.38 e Paris-Saclay tem FWVI=1.42), de acordo com a Figura 16, a seguir. É preciso ressaltar que, do total de 1.149 artigos publicados em conjunto, 849 (74%) correspondem a artigos com 100 ou mais autores, o que nos deixa 300 (26%) artigos com até 50 autores, o que representa quase um terço de pesquisa consolidada na própria instituição.

Figura 16 – Quadro da produção científica em colaboração USP – ComUE Paris-Saclay (2013-2018). Fonte: Dados atual. até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

(4) University of Toronto – é uma universidade pública de pesquisa localizada em Toronto, Ontário, Canadá. Fundada por carta real em 1827, congrega 11 faculdades, cada uma com caráter e história diferentes. Academicamente, a Universidade de Toronto é conhecida por seus movimentos e currículos influentes na crítica literária e teoria da comunicação – Escola de Toronto. Foi o berço da pesquisa com insulina e células-tronco e foi o local do primeiro microscópio eletrônico prático. Sua faculdade de direito e escola de engenharia são altamente conceituadas, assim como seus programas de medicina para estudantes de doutorado. Reúne cerca de 73.000 estudantes em 80 departamentos e ocupa a 28ª posição no QS World University Ranking [9,10]. 

De 2013 a 2017, a colaboração entre USP e a University of Toronto resultou em 1.044 publicações, que envolveram 858 autores da USP, registrando um aumento de mais de 20% na produção no período. Essas publicações alcançaram 35.053 citações, cobrindo áreas de conhecimento como Ciências Naturais (53,1%), Ciências Médicas (29,9%), Engenharias e Tecnologias (12,9%), para citar algumas áreas. O Gráfico abaixo ilustra as principais áreas de colaboração (Figura 17). 

Figura 17 – Publicações produzidas em co-autoria USP e Univ. Toronto (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Juntas, USP e University of Toronto alcançaram a marca de 6.81 de FWCI, cerca de seis vezes acima do que seria esperado individualmente (USP registra FWCI = 1.06 e University of Toronto tem FWCI = 1.97), demonstrando que o trabalho conjunto é benéfico para ambas as instituições. O impacto ponderado de visualizações por campo de conhecimento (Field-Weighted Views Impact – FWVI) também aumentou: foi mais de sete vezes maior (10.74) quando ambas colaboram (individualmente, a USP registra FWVI=1.38 e a University of Toronto tem FWVI=1.44), conforme Figura 18. É preciso ressaltar que, do total de 1.044 artigos publicados em conjunto, 632 (60%) correspondem a artigos com 100 ou mais autores, o que nos deixa 412 (40%) artigos com até 50 autores, o que representa uma boa porção de pesquisa consolidada na própria instituição. 

Figura 18 – Quadro  da produção científica em colaboração USP – Univ. Toronto (2013-2018). Fonte: Dados atualizados até o dia 1º de junho na Base Scopus e obtidos dia 20 de junho de 2018 na Plataforma SciVal (Elsevier).

Em conclusão, com base nos dados levantados, observa-se que está em curso uma trajetória positiva de desempenho da USP em relação às publicações científicas indexadas na Base Scopus, em termos de produtividade, colaboração internacional, impacto de citações e de visualizações. Estudos aprofundados ainda são necessários, tanto em termos gerais quanto por área de conhecimento, e podem fornecer direções mais específicas e igualmente importantes para a Universidade. 

Plataformas analíticas como SciVal, InCites e BDPI são fontes de informação especializada e auxiliam a visualização de tendências. Os desafios porém, permanecem. A geração de produção científica relevante é uma atividade contínua, que requer estratégia e engajamento de toda a comunidade em busca da excelência e internacionalização. 

 == Notas e Referências ==

[1] O número total de documentos indexados e os indicadores associados podem variar dependendo do dia e horário de contabilização dos resultados. 

[2] O termo kilo-author é atribuído a Zen Faulkes da University of Texas Rio Grande Valley (Estados Unidos), que utilizou a expressão para definir a tendência de adicionar mais nomes como contribuintes aos artigos das revistas científicas. “É como um quilograma é mil gramas, um quilo autor é mil autores.” Disponível em: < https://www.npr.org/2015/08/12/431959428/research-biologist-coins-term-kilo-author-for-scientific-journal-articles> Acesso em: 25 jun. 2018. 

[3] CNRS – Centre national de la recherche scientifique. Wikipedia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Centre_national_de_la_recherche_scientifique> Acesso em: 25 jun. 2018.

[4] CNRS – Centre national de la recherche scientifique. Website: <http://www.cnrs.fr> Acesso em: 25 jun. 2018.

[5] Harvard University. Wikipedia. Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Harvard> Acesso em 25 jun. 2018. 

[6] Harvard University in QS World University Ranking. Disponível em:<https://www.topuniversities.com/universities/harvard-university#wurs > Acesso em 25 jun. 2018.

[7] ComUE Paris-Saclay. Wikipedia. Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Paris-Saclay> Acesso em: 25 jun. 2018.

[8] ComUE Paris-Saclay List of the members. Disponível em: <https://www.universite-paris-saclay.fr/fr/files/liste-des-membres-de-la-comue-universite-paris-saclay> Acesso em: 25 jun. 2018.

[9] University of Toronto. Wikipedia. Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Toronto> Acesso em: 25 jun. 2018.

[10] University of Toronto in QS World University Ranking. Disponível em:<https://www.topuniversities.com/universities/university-toronto#wurs > Acesso em: 25 jun. 2018.

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Como citar este post [ABNT/NBR 6023/2002]:

DUDZIAK, E.A. Internacionalização e impacto da produção científica da USP: tendências positivas no horizonte.São Paulo: SIBiUSP, 2018. Disponível em: <https://www.sibi.usp.br/?p=24247> Acesso em: DD mês. AAAA.

DUDZIAK, Elisabeth. (2018). International Collaboration Analysis Universidade de Sao Paulo – USP June 2018 SciVal (Elsevier) (Version Final) [Data set]. Zenodo. http://doi.org/10.5281/zenodo.1299852


Essa matéria integra a série de quatro artigos que serão publicados sobre a produção científica da USP utilizando distintas plataformas de análise bibliométrica disponíveis na Universidade. 

Parte 1 – Internacionalização e impacto da produção científica da USP: tendências positivas no horizonte – um estudo SciVal (Elsevier)

Parte 2 – Interesse mundial e a produção científica do Brasil e da USP – um estudo SciVal (Elsevier)

Parte 3 – Sustentabilidade da produção científica na USP: convênios e financiamento da pesquisa – um estudo InCites (Clarivate Analytics)

Parte 4 – Reputação e confiabilidade da pesquisa: produção intelectual e visibilidade da USP – um estudo BDPI (SIBiUSP).